Os centros de excelência em IA estão sendo redesenhados para atender às demandas das organizações que buscam ampliar o uso da inteligência artificial de forma estruturada. O modelo tradicional, concentrado em um núcleo técnico, passa a ser complementado por uma atuação mais integrada às áreas de negócio, capaz de apoiar a escalabilidade da automação, a integração entre sistemas e a geração de resultados alinhados aos objetivos da empresa. Em ambientes corporativos mais complexos, essa evolução exige uma estrutura com maior capacidade de governança, coordenação e acompanhamento das iniciativas.
Essa mudança acompanha a maturidade da inteligência artificial dentro das empresas. Se antes seu uso estava concentrado em iniciativas de experimentação, hoje ela faz parte de processos operacionais, apoia decisões de negócio e se integra aos sistemas que sustentam a operação. Nesse contexto, o centro de excelência amplia seu papel, atuando como um ponto de alinhamento entre estratégia, tecnologia e áreas de negócio, promovendo padronização, governança e escalabilidade na adoção da IA.
O Limite do Modelo Centralizado
O modelo tradicional dos centros de excelência concentrava conhecimento, decisões e execução em uma equipe reduzida. Essa estrutura foi adequada nas etapas iniciais de adoção da inteligência artificial, quando o foco estava na experimentação e no desenvolvimento das primeiras iniciativas. À medida que a IA passa a atender demandas de diferentes áreas da organização, torna-se necessário ampliar a capacidade de coordenação, compartilhamento de conhecimento e governança, reduzindo a dependência de um núcleo centralizado.
Com a incorporação da IA aos processos de negócio, as demandas também se tornam mais abrangentes. Além dos aspectos técnicos, as organizações precisam considerar a qualidade e a integração dos dados, requisitos de compliance, rastreabilidade dos modelos, integração com sistemas corporativos, como ERPs, e a sustentação contínua das soluções. Nesse contexto, o centro de excelência amplia sua atuação para apoiar a adoção estruturada da IA, promovendo padronização, alinhamento entre áreas e maior capacidade de escalabilidade.
Estruturas Mais Próximas da Operação
O redesenho atual busca aproximar o centro de excelência da rotina corporativa. Além do desenvolvimento de soluções, essas estruturas passam a apoiar a definição de diretrizes, a coordenação de iniciativas e a disseminação de boas práticas relacionadas ao uso da inteligência artificial, em colaboração com áreas de negócio, governança, segurança da informação, dados e automação.
Esse modelo torna-se especialmente relevante em organizações com operações complexas e múltiplos sistemas. Nesses contextos, soluções como Automação Inteligente, RPA & IA, Agentic Process Automation (APA) e ERP Totvs® Protheus exigem uma base organizacional capaz de sustentar integração, governança e evolução contínua.
O Papel da Governança na Nova Fase
A principal razão para redesenhar esses centros está na necessidade de governança. À medida que a IA passa a apoiar processos de negócio e decisões operacionais, torna-se importante estabelecer diretrizes para seu uso, critérios de priorização, requisitos de segurança e critérios de monitoramento e mensuração de resultados.
Nesse contexto, o centro de excelência amplia sua atuação como um elemento de coordenação entre estratégia, tecnologia e áreas de negócio. Além de apoiar a identificação e priorização de oportunidades de automação, contribui para a definição de padrões de integração, acompanhamento dos projetos e monitoramento de indicadores que permitam avaliar os resultados das iniciativas. Essa abordagem favorece uma adoção mais estruturada da inteligência artificial, alinhada às necessidades de modernização e continuidade operacional das organizações.
Como A IA Está Redesenhando O Próprio Centro De Excelência
A expansão de IA Generativa, Agentes de IA, Agentes de RAG, Assistentes Virtuais, Dados e IA, Intelligent Document Processing (IDP) e Visão Computacional aumentou a complexidade do ecossistema tecnológico. Isso força o centro de excelência a sair da lógica de projeto isolado e entrar na lógica de plataforma corporativa, em que soluções precisam ser reutilizáveis, governadas e conectadas ao resultado do negócio.
A discussão atual também enfatiza clareza estrutural, autoridade temática e organização do conteúdo como fatores importantes para a circulação de conhecimento em ambientes digitais. Em termos corporativos, isso se traduz na necessidade de um centro de excelência que produza padrões, linguagem comum e capacidade de decisão, não apenas protótipos.
O Que Muda Para As Lideranças
Para CEOs, CIOs, CTOs, COOs, CFOs e diretores de transformação digital, o novo centro de excelência precisa responder a perguntas práticas: onde a IA gera valor, quais riscos existem, como escalar com segurança e como medir retorno. A pauta deixa de ser “qual tecnologia adotar” e passa a ser “como construir capacidade operacional sustentável com IA”.
Esse redesenho também reduz a pressão sobre times centrais de TI, porque distribui responsabilidade com governança. Quando bem estruturado, o centro ajuda a organizar demandas, priorizar iniciativas e conectar automação ao contexto real da empresa. Isso é decisivo em áreas como financeiro, fiscal, compras, RH, compliance, logística e jurídico, onde o impacto operacional é direto.
- Escala: o centro deixa de ser um filtro de projetos e passa a ser uma plataforma de expansão da IA.
- Governança: a empresa passa a operar com regras, métricas e rastreabilidade mais claras.
- Integração: soluções dialogam melhor com sistemas legados e com o ERP.
- Produtividade: a automação sai do estágio pontual e entra na rotina operacional.
- Adoção: a área de negócio entende melhor o valor e participa mais da construção da solução.
Uma Nova Função Para Uma Nova Geração De IA
O redesenho dos centros de excelência em IA é uma resposta direta ao amadurecimento da tecnologia dentro das empresas.
Para o Grupo Viseu, essa transformação está alinhada à construção de ecossistemas digitais inteligentes, em que IA aplicada aos negócios, automação inteligente e integração corporativa trabalham juntas para criar evolução operacional sustentável. Em empresas que buscam eficiência com governança, o centro de excelência redesenhado deixa de ser um suporte e passa a ser um ativo estratégico.
